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September 07 DiagnósticoNO LIMITE
Faz um tempo que venho refletindo algumas atitudes em minha vida, desde a minha infância, para tentar descobrir o que eu tenho, o que eu sou. É muito difícil saber que você tem alguma doença, mas ainda não possui um diagnóstico fechado. Até o final do ano passado, o que eu tinha era transtorno do pânico; e agora, nem sei mais.
Bom, embora seja apenas um rótulo, para mim é fundamental saber isso, para diferenciar o que é sintoma e o que é comportamento. Para poder concluir minha personalidade. Esta semana eu fiz algumas pesquisas que foram fundamentais nessa nova fase da minha vida. Mudei o remédio que eu estava tomando ( este não me deixa com sono, não dá tonturas, boca seca e com muita sensibilidade à luz) e estou com a mente um pouco mais "limpa". Para alguns é normal pensar com clareza, pensar antes de falar e para mim isso não era possível. Quando eu via, já havia dito ou feito. E como um mecanismo de defesa, passei a agir de modo diferente, para agradar a todos..porque se eu fizesse alguma mancada, o sentimento que as pessoas teriam por mim falaria mais alto e, se elas gostassem de mim, não me abandonariam.
Hoje é diferente! Hoje eu faço o que realmente tenho vontade e estou mais introspectiva. Como é bom pensar, né? Parece que o que eu sei até agora é muito pouco para tudo o que posso e vou fazer. Tudo o que eu faço é com certeza e, certeza que eu vou ficar melhor depois do que eu fizer. A princípio, pensei que seria difícil porque a diferença é gritante da antiga e da atual Juliana, mas quer saber? Não me importo. Quem gostar realmente de mim, vai achar isso muito bom.
Às vezes, eu posso bancar a louca, mas mesmo assim não me importo. Quando eu digo que eu posso parecer louca é quando fico concentrada nos meus pensamentos ( que é novidade prestar atenção neles durante uma conversa pq era difícil eu pensar antes de falar), olhando para o nada ou até mesmo quando eu quero ou não dizer oi para as pessoas. Parei de ter aquela postura hipócrita de fingir que eu gosto de alguém ou de que está tudo bem... agora é assim: gosto ou não gosto e não vou enganar. Mas eu não gosto só de olhar a pessoa. Quando não gosto de alguém, é porque aquela pessoa já deu mancada forte comigo, porque são poucas as pessoas que eu não gosto.
Viver a vida assim é mais gostoso...sem máscaras!
E para aqueles que convivem comigo também é melhor.
Estar ao lado de uma pessoa que fala o que pensa, o que sente, sem rodeios, é melhor do que lidar com uma pessoa falsa. Apesar que não estou falando tudo o que sinto para TODAS, só estou falando para aquelas que realmente se importam comigo e que gosto muito, as outras... que deram mancada ou que eu percebo que apenas me toleram, eu resolvi me afastar. Para quê ficar me sacrificando??? Para elas me crucificarem???? BASTA!!
E o mais gostoso disso é que estou me respeitando mais. Como isso é bom, não?
Beijocas
Ju
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